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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Cuíca

Cuíca







A Cuíca ou Puíta (em Angola Pwita) é um instrumento musical, semelhante a um tambor, com uma haste de madeira presa no centro da membrana de couro, pelo lado interno. O som é obtido friccionando a haste com um pedaço de tecido molhado e pressionando a parte externa da Cuíca com dedo, produzindo um som de ronco característico. Quanto mais perto do centro da Cuíca mais agudo será o som produzido.




Outras denominações para o instrumento: Roncador, Tambor-Onça, Porca, Quica, Adufe, Omelê.




Classificação
A classificação da Cuíca é ambígua. Algumas classificações (por exemplo, Hornbostel–Sachs) dão a Cuíca como exemplo de um membranofone friccionado. Outras qualificam-na como um idiofone friccionado, sendo a vibração da haste transmitida à membrana por contato.




Origens
Cuíca é um instrumento cujas origens são menos conhecidas do que os outros instrumentos afro-brasileiros. Em sua descrição sobre o interior Angolano no século XVI, o viajante inglês Andrew Battell descreve o encontro com um senhor africano de Ingombe que utiliza da Kipuita para anunciar sua chegada. Ela pode ter sido trazida ao Brasil por escravos africanos bantos, mas ligações podem ser traçadas a outras partes do nordeste africano, assim como à península Ibérica, a exemplo da sarronca. A Cuíca era também chamada de "rugido de leão" ou de "tambor de fricção". Em suas primeiras encarnações era usada por caçadores para atrair leões com os rugidos que o instrumento pode produzir.




Seu uso é muito difundido na música popular brasileira. Por volta de 1930, passou a fazer parte das baterias das escolas de samba.




Atualmente
Depois de integrada no arsenal percussivo brasileiro, a Cuíca foi tradicionalmente usada por escolas de samba no carnaval e grupos de congo capixaba, mas atualmente é também encontrada no jazz contemporâneo e em estilos de funk, disco music e ritmos latinos, como a salsa.




Cuíca com suporte
Existem muitos tamanhos de Cuíca, e embora seja geralmente considerada um instrumento de percussão ela não é percutida. Encaixada na parte de baixo da pele está uma haste de bambu. A extensão tonal da cuíca pode chegar a duas oitavas. Os tons produzidos tentam imitar a voz na forma de grunhidos, gemidos, soluços e guinchos, e podem estabelecer assim um ostinato rítmico.

A colocação da haste no interior da caixa é que a difere, fundamentalmente, dos tambores de fricção europeus e reforça a hipótese de ter sido introduzida no Brasil pelos negros bantos.

Técnica

O polegar, o indicador e o dedo médio seguram a haste no interior do instrumento com um pedaço de pano úmido, e os ritmos são articulados pelo deslizamento deste tecido ao longo do bambu. A outra mão segura a Cuíca e com os dedos exerce uma pressão na pele. Quanto mais forte a haste for segurada e mais pressão for aplicada na pele mais altos serão os tons obtidos. Um toque mais leve e menos pressão irão produzir tons mais baixos.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Didgeridoo

Didgeridoo


Didgeridoo (ou Didjeridu) é um instrumento de sopro dos aborígenes australianos. É um aerofone, ou seja, um instrumento onde o som é provocado pela vibração do ar. O som no Didjeridu é produzido pela vibração dos lábios e por outros sons produzidos pelo instrumentista.


Didjeridu é um instrumento muito antigo. Estudos arqueológicos baseados em pinturas rupestres sugerem que o povo aborígene da região de Kakadu já utilizava o Didjeridu há cerca de 1.500 anos.




O autêntico Didgeridoo de origem australiana é construído da forma tradicional por comunidades do norte da Austrália ou por pessoas que viajam para a Austrália central em busca da matéria-prima. Para a construção desses instrumentos são usados troncos duros, especialmente de eucaliptos, árvore abundante naquela região. Às vezes são usadas espécies nativas de bambu. Em geral corta-se o tronco inteiro mas um galho sendo considerado forte o bastante pode ser usado no lugar do tronco completo. Os artesãos aborígenes que constroem o Didgeridoo também aproveitam troncos que foram esburacados por cupins. Quando encontram uma árvore aproveitável, selecionam o galho, retiram a casca, adornam as extremidades e o instrumento ganha forma. Nesse ponto o Didgeridoo recém-construído pode ser pintado e pode-se acrescentar cera de abelha ao bocal do instrumento. Didgeridoos também são feitos a partir de tubos tipo PVC. Estes geralmente têm um diâmetro entre 4 e 5 cm e um comprimento que corresponde ao tom desejado. O bocal muitas vezes é feito da tradicional cera de abelha ou de fita adesiva. Uma rolha de borracha furada e de um tamanho apropriado também pode servir de bocal.



O Didjeridu é tocado com a contínua vibração dos lábios para produzir o zumbido enquanto é usada uma técnica especial de respiração chamada respiração circular. Esta exige a respiração através do nariz enquanto que, ao mesmo tempo, a expiração deve ser feita pela boca usando a língua e as bochechas. Para um instrumentista experiente, a técnica da respiração circular permite que ele renove o ar de seus pulmões mantendo uma nota pelo tempo que desejar.





Em 2005, um estudo do British Medical Journal (Jornal Médico Britânico) descobriu que aprender e praticar o Didgeridoo ajuda a reduzir o ronco e apneia do sono, assim como o tempo necessário para o descanso. Isto parece funcionar devido ao fortalecimento dos músculos da via aérea superiora, diminuindo a tendência de distúrbio durante o sono.



Outro estudo, realizado no Brasil em 2008 por uma dupla de estudantes universitários da UAM, no curso de Naturologia, promoveu a comprovação de diversos efeitos terapêuticos do Didgeridoo. O foco principal era a redução da ansiedade, mas junto a isso demonstrou-se também uma melhora na qualidade de vida, redução à vulnerabilidade ao estresse e melhora da respiração com indícios de combate ao tabagismo (indicado por fumantes que participaram do estudo).




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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Harpejji

Harpejji

Enquanto estiver lendo o artigo deixe o vídeo abaixo tocando para aproveitar o som deste maravilhoso instrumento, o Harpejji.


O Harpejji é um instrumento musical de cordas elétrico desenvolvido em 2007 por Tim Meeks, fundador da Marcodi Musical Products.



Harpejji é membro de uma pequena família de instrumentos musicais de cordas conhecidas como instrumentos de toque, são descendentes da guitarra elétrica, mas são otimizados para um estilo de tocar que envolva apenas o toque nas cordas, produzindo uma nota.




Um dos principais benefícios deste estilo é requerer apenas um dedo para fazer cada nota soar; ao contrário do dedilhar que exige pelo menos um dedo de cada mão para fazer uma nota.



Ao libertar mais dedos, o músico tem a liberdade de criar arranjos que são fisicamente mais fáceis de serem executados com as técnicas mais tradicionais. Ao contrário de todos os outros instrumentos disponíveis comercialmente, o Harpejji tem uma interface inspirada em teclado que muitos vão achar mais fácil de aprender, mais confortável para tocar e mais interessante para explorar.


O Harpejji é tocado na horizontal ou com uma ligeira inclinação ou declinação. Uma posição declinada permite que o público possa ver melhor o seu instrumento, enquanto que uma posição inclinada torne mais fácil alcançar o topo dos trastes.






Benefícios

Um grande atributo do Harpejji é que ele oferece algo novo para cada músico! Não importa se você toca teclado, lap steel, guitarra, bateria ou baixo. Além disso, cada músico pode abordar o Harpejji de uma forma única que resulta em um novo pensamento musical criativo. Ao demonstrar o Harpejji a uma variedade de pessoas, torna-se evidente que todos os músicos têm habilidades que tornam o Harpejji fácil e divertido de tocar. Aqui está o que diferentes instrumentistas ganham com a Harpejji:

Todos apreciarão:

  • Novos acordes - Intervalos de novos acordes impossíveis de tocar na guitarra ou no piano.

  • Um instrumento isomorphic - Clique aqui para saber por que é fácil de dominar.


Keyboardists vai perceber estes e muitos mais benefícios com o harpejji:


  • The Real Thing - O som real, atemporal e orgânico das cordas
  • Mais controle - Nuances expressivas da tecitura que o contato direto (deslizando, dobra, silenciamento, vibrato, etc.) propicia.
  • EZ Ivories TM - Este sistema de marcação identifica todas as notas através de um código de cor preto e branco do piano.
  • EZ oitavas TM - Duplo alcance de intervalos

Baixistas desfrutarão:

  • Tapping percussiva - A força da percussão de um instrumento tocado.
  • Fuller gama de notas - Uma gama mais profunda que um baixo de 5 cordas e mais amplo que um baixo de 10 cordas pode propiciar.

Guitarristas acharão o harpejji diferente de tudo o que já ouviram:


  • Tom Único - Um tom e som, que combina bem e ainda assim torna-se distinto de todos os outros instrumentos.
  • O poder de composições com 10 dedos - Utilizar todos os 10 dedos em composições musicais novas e criativas.
  • Dois instrumentos por um só músico - A capacidade de cobrir ambas as partes de guitarra e baixo ao mesmo tempo.

2 Aulas introdutórias



Com um som que é mais semelhante a uma Guitarra do que o de um Piano, este instrumento cobre novos motivos de composição musical. O Harpejji vem em uma variedade de diferentes modelos igualmente atraentes - a K24, para o músico mais experimental e a G16, para um transporte mais conveniente e uma disposição mais simples.

O K24, chega a 38,5" x 13,5", é composto por 24 cordas, 15 trastes, 5 oitavas completas, 2 saídas de áudio (Bass & Treble), Master Volume e tom para cordas superiores. Também há um modelo menor, o 16, que mede 32,1" x 10,2", que consiste de dezesseis cordas, dezenove trastes, 4 oitavas completas, 1 saída de áudio, Master Volume e tom.

O Isomorphic Harpejji tem a capacidade de complementar perfeitamente qualquer estúdio em casa e vem numa variedade de acabamentos lisos totalmente personalizáveis.






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